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Carrapato

CARRAPATO

Os carrapatos hoje constituem o segundo maior grupo em importância como vetores de doenças infecciosas por utilizarem mais de um hospedeiro e possuírem ampla distribuição geográfica. No caso do gênero Amblyomma e Ixodes as larvas podem ser encontradas sobre qualquer animal. O maior potencial e risco para a transmissão de patógenos para seres humanos são em regiões de florestas, cerrados nativos, descampados e pastagens. Os fatores que favorecem a transmissão desses patógenos são a quantidade de parasitas sobre o hospedeiro, menor grau de especificidade dos carrapatos e longos períodos de jejum.

O processo de alimentação e transmissão de patógenos se dá pelo aparelho bucal do carrapato que penetra profundamente na pele do hospedeiro, permanecendo fixado através do hipostômio e pela solidificação da secreção salivar. Ao provocar laceração dos tecidos e vasos sanguíneos, o carrapato ingere sangue e outros líquidos tissulares dos hospedeiros e regurgita saliva, principal via de inoculação de patógenos.

Prevenção:

Para se prevenir dessas patologias, faz-se necessária a utilização de métodos de controle do carrapato. Uma das medidas mais adotadas, principalmente no setor da pecuária, são os tratamentos químicos que dependem de fatores como freqüência, época de tratamentos, escolha e uso correto dos carrapaticidas. O período mais adequado para a aplicação dos carrapaticidas é durante os meses mais quentes ou mais secos do ano, no qual os carrapatos morrem mais rápido nas pastagens, em função das altas temperaturas ou baixa umidade. Com a redução natural no número de carrapatos, é possível eliminar o maior numero de uma geração de carrapato, produzindo assim poucos carrapatos na geração futura.
O uso incorreto de um carrapaticida (subdose, preparo inadequado ou aplicação mal feita) faz com que o carrapato não morra após o contato com o produto. Cada vez que carrapatos sobrevivem à aplicação de carrapaticida, podem transmitir à geração seguinte informações genéticas de como sobreviver aquele produto. É a chamada “resistência”. A resistência instalada para um produto, com grande chance, também será para outros produtos do mesmo grupo. Por isso, não há muitas opções, em caso de resistências de carrapatos a carrapaticida. Como é praticamente impossível eliminar todos os carrapatos, é recomendável que se utilize sempre o mesmo produto de carrapaticidas, ou produtos do mesmo grupo ou família, por um período aproximado de dois anos, no máximo, e da melhor maneira possível.

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